Na COP29, cerca de 200 nações reuniram-se para abordar o déficit de financiamento climático. A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, estima que os países em desenvolvimento necessitam de mais de 1 trilião de dólares por ano até 2030 para lidar com os impactos das alterações climáticas. No entanto, as nações desenvolvidas comprometeram-se a triplicar as suas contribuições financeiras anuais para as nações mais pobres até 2035, de 100 biliões para 300 biliões de dólares, e a mobilizar 1,3 triliões de dólares por ano a partir de fontes públicas e privadas.

Para África, onde a população está a crescer rapidamente e os impactos das mudanças climáticas são significativos, esse financiamento poderia impulsionar a transição para energias renováveis e infraestruturas resistentes ao clima. No entanto, a percepção dos riscos financeiros, políticos e cambiais é um obstáculo ao investimento na região. Apesar da vontade política em relação à ação climática, segundo o Banco Africano de Desenvolvimento. o continente recebe menos de 4% do financiamento global para o clima.

O Papel dos Legisladores Africanos na Transição Verde

Os legisladores africanos têm um papel crucial a desempenhar na resolução desses desafios, melhorando o ambiente regulamentar e atraindo investimentos para o continente. Através de leis que estabelecem metas ambiciosas em energias renováveis, catalisando financiamento privado e implementando medidas fiscais, os políticos podem criar um ambiente propício para o investimento verde. Além disso, a inclusão social e económica, especialmente das comunidades locais, é fundamental para garantir que os projetos de energias renováveis beneficiem a todos.

Zonas Verdes: Acelerando a Transição para Economias com Baixas Emissões de Carbono

O ‘Diálogo de Istambul sobre Investimento Verde’, destacou as zonas verdes como áreas estratégicas para atrair investimentos em energias renováveis e indústrias de baixo carbono. Essas zonas podem competir globalmente e acelerar a transição para economias com baixas emissões de carbono. O estabelecimento de zonas verdes requer planeamento cuidadoso em relação à localização, conexões de infraestrutura e redução de riscos para atrair investidores.

Os legisladores africanos deverão ser proativos ao desafiar percepções, impulsionar o diálogo e catalisar investimentos para combater as alterações climáticas. Com o seu envolvimento, uma África mais verde, segura e justa pode tornar-se realidade, garantindo que o financiamento alcance aqueles que mais sofrem com as mudanças climáticas.