A retirada dos Estados Unidos da Organização Mundial de Saúde (OMS), anunciada pelo ex-presidente Donald Trump, tem gerado grande preocupação, especialmente em países como Angola. Esta decisão pode comprometer seriamente o sistema de saúde e agravar questões sociais no país, que depende substancialmente do apoio da OMS para enfrentar ameaças à saúde pública.

A OMS desempenha um papel crucial no combate a doenças transmissíveis como malária, VIH/Sida e tuberculose, além de apoiar a detecção de novas ameaças emergentes. A contribuição financeira dos EUA tem sido vital para o financiamento de vacinas, sistemas de vigilância e outras ações essenciais. Sem este apoio, Angola poderá enfrentar dificuldades significativas em gerir crises sanitárias complexas, uma vez que as suas infraestruturas de saúde já enfrentam limitações consideráveis.

Além dos impactos na saúde, a saída dos EUA da OMS poderá ter repercussões sociais graves. A pressão adicional sobre os sistemas de saúde pode levar a um aumento da pobreza, com as famílias a direcionarem maiores recursos para o tratamento de doenças. A perda de produtividade devido à doença, a redução da escolaridade e o desvio de rendimentos para cuidados médicos poderão acentuar ainda mais as desigualdades sociais no país.

Investigadores alertam que a ausência do apoio internacional poderá afetar negativamente o progresso de Angola rumo aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, comprometendo a estabilidade regional e a saúde pública global. Desta forma, é fundamental que a comunidade internacional, se mobilize para colmatar este vazio e garantir um financiamento sustentável e apoio técnico às iniciativas da OMS na região.

Em tempos de crescente incerteza sanitária, é crucial que Angola e outros países dependentes da OMS possam contar com a solidariedade global para enfrentar os desafios de saúde pública e sociais que se avizinham.